quarta-feira, 7 de maio de 2014

Cartão de visitas.

A mim, único máximo confidente de minhas culpas, tributo a devida gratidão. Reconheço que a ninguém mais cumpro obrigação de depositar os ventos do redemoinho que devasta minha cabeça de hipóteses e sentimentos confusos. Sem vergonha de encarar a contradição, ensaio minha metalinguística para moldar a definição desse espaço: meu.
Minhas sinceras desculpas ao leitor dessas reminiscências. Antes de compartilhar contigo essas suadas frases, esse lugar me serve de um pagão confessionário. Não sou o sujeito, o destinatário das minhas verbalizações exageradamente polidas, mas prefiro deixar o que me pertence sob minha guarda e às tuas vistas. Não que exista necessidade de pagar satisfações ou que minha história seja imprescindível; posso comprar ou vender meu personagem, com ou sem consequências.
Aí mora minha retificação. Esse pedaço de livro aberto da minha cabeça não pode obrigar ninguém à leitura, senão constituir-se convidativo. Agradeço a ti, que me visitas com constância e és de bom grado recepcionado pela solidão.

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